A reforma tributária no Brasil está promovendo mudanças estruturais na cadeia produtiva do cacau, afetando diretamente produtores rurais, comerciantes, armazéns e indústrias. Com a criação do IBS e da CBS, a tributação passa a exigir maior formalização, organização fiscal e planejamento estratégico no agronegócio do cacau.
O que muda com a reforma tributária na cadeia do cacau?
A substituição de tributos antigos pelo IVA Dual altera a lógica da tributação no campo. No setor cacaueiro, a principal mudança está na não cumulatividade integral, que permite o aproveitamento de créditos tributários ao longo da cadeia, desde que as operações sejam formalizadas.
👉 Para o mercado do cacau, isso significa que comprar de produtores formalizados passa a gerar vantagem econômica.
Impactos da reforma tributária para produtores de cacau
📊 Limite de faturamento e novas obrigações
Produtores rurais com faturamento anual acima de R$ 3,6 milhões passam a ser contribuintes obrigatórios do IBS e da CBS. Já os pequenos produtores, mesmo isentos da tributação direta, sentem os impactos indiretos da reforma.
🧾 Valorização do cacau com nota fiscal
Com a nova regra, o cacau comercializado com nota fiscal torna-se mais atrativo para compradores, pois permite a geração de créditos tributários, aumentando a competitividade do produtor organizado.
Exigências fiscais para comerciantes e compradores de cacau
Comerciantes, armazéns e indústrias passam a lidar com:
- maior controle de créditos tributários;
- novas regras para adiantamentos a produtores;
- necessidade de gestão fiscal integrada às operações.
Essas exigências elevam o nível de profissionalização no mercado do cacau no Brasil.
Crédito tributário e formação de preços no mercado do cacau
A correta gestão de IBS e CBS influencia diretamente a formação de preços do cacau, especialmente para empresas que atuam com exportação. Operações mal estruturadas podem gerar acúmulo de créditos e impacto negativo no capital de giro.
Contabilidade e planejamento tributário no agronegócio
A partir de 2026, mesmo antes da cobrança plena dos novos tributos, entram em vigor as obrigações acessórias da reforma tributária. Por isso, produtores e comerciantes devem investir desde já em:
- contabilidade especializada em agronegócio;
- sistemas fiscais atualizados;
- planejamento tributário rural.
Conclusão: a reforma tributária redefine o mercado do cacau
A reforma tributária no cacau não é apenas uma mudança legal, mas uma transformação estrutural na competitividade do setor. Produtores e comerciantes que se adaptarem antecipadamente terão vantagem econômica e maior acesso aos mercados formalizados.

